domingo, 9 de dezembro de 2018

Nossa homenagem à Manchinha


Pertinente o poema abaixo.
Sem mais, sinto muito, tanto, tanto...   


Fica em paz, anjo!


Eis um link para o assassinato que chocou o mundo - clique MANCHINHA.









"É comum ouvir críticas a quem trata cachorro como se fosse gente. Concordo. Plenamente. 

Cachorro é cachorro, gente é gente.
Cachorro tem que ser tratado como cachorro – com respeito à sua fidelidade, ao seu caráter.
Porque cachorro não trai. Não mente.

Cachorro te ama pelo que você é, seja lá quem você for: ministro do Supremo, senador ou indigente. Cachorro não finge, não forja, não frauda. 
Cachorro só sabe o que sente.
Passa fome ao seu lado – e se não acha bonito não ter o que comer,
pelo menos não te chama de traste inútil, perdedor ou incompetente. Nem te dá uma pata na bunda e te troca por alguém mais atraente.


Cachorro não faz jogo de cena. Não guarda mágoa. Cachorro é emocionalmente inteligente. Perdoa sem que você tenha que implorar perdão. E, uma vez perdoado, o perdão é permanente.
Por que haveríamos de tratar um ser assim como se fosse gente?
Gente a gente também não deve tratar como cachorro. Porque não é qualquer um que merece carinho na barriga, cafuné na orelha, demonstração de amor sem motivo aparente.
Tirando o Mike Tyson, o Suárez e nós mesmos na hora do amor, gente não morde. Mas há outras formas de se cravar o dente.
No coração, no bolso, na alma. Por vezes com veneno de serpente. Gente fofoca, inveja, calunia. Te beija enquanto te entrega, e te odeia, sorridente.
Cachorro obedece, respeita, se submete. Mas só gente é subserviente. Gente ama com ressalvas, faz promessas que não cumpre. Só cachorro (e uma ou outra mãe) é que ama incondicionalmente.

Por que tratar como cachorro - que fica ao seu lado até a morte - alguém que te abandona de repente?
Não. É totalmente sem noção e incoerente tratar gente como se fosse cachorro - e tratar cachorro como se fosse gente. "

(Poema de de Sidney Eduardo Affonso, colunista)