domingo, 6 de abril de 2014

A história de "DA RUA" ou Rebeca Rebolado


CASO ANTIGO - pré redes sociais -  que merece o registro. Aos poucos vou contando aqui os resgates e histórias dos adotados. Já prometi isso mas nunca sobra tempo...Este é um deles, a história da BEBÊ, como ela hoje é chamada.


Em 2007 vinha eu pela SC 401, sentido jurerê-centro, quando vi uma filhotinha no meio da via, com  carros vindo em alta velocidade. Eu com Nemo e Fiona no carro, os que eu tinha na época. Eram 23 horas. Parei o carro no meio fio e saí, acenando para os carros que passavam, um perigo....o que a gente não faz por amor... Mas não foi suficiente. Senti o inevitável, fechei os olhos e só escutei o estrondo - E lá estava a bebezinha...no chão, no meio do asfalto, sem sentidos. Quando diminuiu a quantidade de carros eu fui pegá-la, achando que estava morta. Quando a peguei,  ela ganiu. Me arrepiei, coloquei-a no chão do carro ao meu lado (meus cães andam no banco de trás) e corri para uma clínica, achando que ela poderia estar morta. Por sorte as rodas não a pegaram. Foi uma batida e ela rolou por debaixo do carro. Assim, depois de 5 dias internada e exames mil,  veio para meu apto e comecei a chamá-la de "Da Rua". Abaixo fotos dela numa feirinha do É o Bicho, quando seus machucados já estavam quase todos cicatrizados, 2 meses depois do atropelamento. 







E  ela foi ficando e eu me apaixonando. Na época não havia tantas ho$pedagens como hoje e eu também não tinha condiçõe$ de hospedar. Abaixo fotos dela com Nemo e Fiona. Até hoje me pergunto porque não a adotei, mas trabalhando o dia todo, dois cães já estava de bom tamanho e eu tinha que manter uma vaga rotatória e, assim, tive que doá-la. Pelo menos a doei MUITO BEM. O "REBOLADO" do nome dela é porque ela se rebolava toda quando via a gente. Vinha sambando, a fofa!


















E as fotos abaixo recebi da sua linda adotante, a Luana Stuart, esta semana.

Depois da minha quarta visita e muito choro de ambas, parei de ve-la. Acho que não fazia bem para ninguém manter o vínculo. Com o tempo a gente vai se acostumando a deixar ir mas com Rebéca não foi fácil. Ela continua com um temperamento calmo e amável, como sempre foi e,  no meu coração, ainda há o lugar dela, intacto e vivo como se eu a tivesse visto hoje sendo atropelada e porque ela era muito especial, impossível de esquecer...Uma coisa é certa: protetores choram um monte. Deve ser por isso também que acabei adotando a Serafina, elas são muito parecidas, tanto que Rebeca pode até ser alguma filha dela, perdida neste mundo tão cruel para com eles...










Obrigada Luana, pelas fotos, pelo amor  e cuidados com ela.