sábado, 1 de fevereiro de 2014

BECKY e sua diferente história



Esta é a BECKY. De novo para adoção, depois de 1 ano e meio adotada...
Para acessar o primeiro post dela, clique aqui.

Vejam no vídeo, abaixo, o desespero dela ao ser deixada aqui. Imaginem os que são jogados na rua! Eles sofrem, sentem saudades e, como crianças, nunca deixarão de amar seus tutores, afinal, ela foi adotada aos 4 meses de vida e teve muito amor. Aconteceu que a vida da família mudou e a gente não prevê o futuro... 
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Foram 5 dias difíceis e tristes. Ela chorando ao portão e eu com sentimentos contraditórios, predominando a impotência e o desânimo. Se tem algo que nos desestimula é a devolução de um cão, depois de tanto tempo. Estou com ela, além dos 10 que estão aqui, cuidando do seu emocional. Ela grudada em mim e eu tentando suprir a falta de tudo que ela perdeu e amava. Realmente faltou limites na educação dela e logo ela começou a apresentar alguns problemas na socialização com os demais.  










Enfim, depois de uma semana ela e eu acalmamos e agora é hora de ensiná-la a ter limites para batalhar uma por uma família que cuide até o fim de seus dias, como foi bem cuidada até agora.
Na foto abaixo ela chama a Serafina para brincar. Ela tem uma energia altíssima! Precisa correr muito! Mas ela é danadinha! Chegou e bagunçou a dinâmica de uma casa, já com 10 cães! Fazer o que? Sorte que é fêmea e eu posso ajudar. A diferença, na história da Becky, é que a sua família a está mantendo integralmente e isso é o correto. Inclusive pagando pela educação dela. Acrescento que ela está bem cuidada e bem de saúde, com vacinas em dia etc. 
Depois de 3 aulas e algumas broncas (em mim - sou mto permissiva!) ela está aprendendo limites. E rápido, pois é muito inteligente, a fofa.
Triste é que meu Nemo está começando a apresentar sinais da demodécica, de novo. Também, pudera! Sempre tem alguém disputando o lugar dele.


Difícil é controlar a emoção dela quando me vê depois de uma noite, isso porque eu também preciso ser mais firme e controlar minha ansiedade de tentar suprir o que ela perdeu. Embora a gente queira compensar as perdas do cachorro, sentir pena não ajuda em nada pois alguns precisam, de fato,  de limites. E este é o caso da Becky. Sem isso não há como ajudá-la de maneira eficaz e eficiente.
Mas vamos conseguir!

Depois de uns casos de cinomose que eu resgatei, e algumas perdas, não peguei mais bebes. E depois dessa, acho que preciso cuidar dos 16 que tenho sob minha responsabilidade e passar a escrever o que eu sei porque não tenho mais estrutura emocional para devoluções! Se hoje todos me devolverem, com quantos ficarei? E nem sempre posso ajudar, só quando estou na praia. Em apto é impossível ter tantos, e daí?
Ao menos a família está ajudando, cuidou dela e não a abandonou, diferente de muitas. 
E agradeço por isso.  É o justo.
Abaixo algumas fotos da segunda aula com Emmanuelle Moraes. Espero que ela melhore o comportamento agressivo/reativo. Ela alterna euforia, obediência, doçura e medo. Gostaria de poder deixá-la junto com as outras 5 hospedes, no quintal de trás, mas ela chora quando não me vê e elas são maiores e um grupo que já convive há tempo. Tenho receio, por ela. E talvez eu não seja a melhor pessoa para educar um cão, mas fazer o que? Espero doá-la até março para que ela não precise ir para hospedagem pois tenho um carinho imenso por essa lindinha! Ela sabe conquistar a gente!
Quem a adotar receberá uma cadelinha obediente, linda e amável, se eu aproveitar bem a chance que ela está tendo. 
Vou tentar seguir a risca as aulas! 💖