domingo, 14 de abril de 2013

Sem um "Plano B" fica difícil. Cuide deles e de você!

Gosto muito do posicionamento e reflexões de Lilian Rockenbach. Volta e meia encontro, nos escritos dela, meus pensamentos colocados de forma clara. Por isso compartilho.
Sem um Plano B, como ficarão seus resgatados se você faltar? Já pensou nisso?
 Sou tão preocupada que tenho até testamento para cada um de meus "anjos" e amigos que ficariam com eles se eu tiver algum problema. Isso é importante. E limites são  sempre saudáveis.  Tão necessário como sair, se divertir, ter amigos, comer e respirar. Também é muito chato  aguentar  gente ressentida com o que fez da sua vida, cobrando os outros! Pior ainda, os que não fazem, mas ficam sempre achando que você poderia fazer, cobrando. Mas eu sei bem que é difícil NÃO resgatar.
Tenho sempre um número de animais maior do que eu considero ideal para mim. Hoje estou tentando pegar apenas o que eu encontro pois os pedidos são intermináveis. De janeiro a março pediram ajuda para mais de 1000 animais abandonados, sem exagero. Mesmo que houvesse algum "local" , aqui em Floripa, lotaria em 2 meses! Pelo menos já estou conseguindo dizer não e estou mais "esperta" em relação às chantagens. O jeito é a gente ir fazendo o que pode e cada um sabe de si.

Ainda quero atingir minha meta ideal e ter apenas 2 animais resgatados para adoção. Até hoje não consegui. Fico entre 8 e 12. Sempre! Já verifiquei que quanto maior o número de cães sob minha responsabilidade, menos consigo doar. Por isso insisto que a solução está na castração + educação. Esterilize o seu pet e leia o texto abaixo?  Obrigada.
Texto de Lilian Rockenbach"Eu sempre digo a todos que o limite entre sanidade mental e desequilíbrio, na proteção animal, é muito tênue. Realmente não é fácil lidar com o pior ser humano que existe, um ser capaz de mal tratar e cometer as maiores atrocidades com outro totalmente indefeso, ou pior, quando esse ser indefeso pertence a esse humano, e vive somente por ele e para ele. Recolhemos das ruas animais em situações tão deploráveis que algumas vezes tendemos a nos revoltar com “todos” os seres humanos, porém esse é o primeiro passo para o desequilíbrio mental, que pode colocar em risco nossa vida, a vida de nossos familiares e a vida de nossos resgatados. Quantos de nós não conhecemos esta história: Protetor sem amigos, sem familiares, sem emprego, sem dinheiro, com ordem de despejo e com dezenas de animais?Ouvir aos que me amam, com a mente aberta para poder absorver tudo aquilo, olhar ao redor e entender que não sou capaz de mudar o mundo, nem de salvar a todos os animais, entender que para proteger animais necessito estar equilibrada para não proporcionar a eles uma situação, às vezes, pior do que a que eles se encontravam antes de serem resgatados, perceber que os protetores de animais desequilibrados e agressivos não são levados a sério, não podem levantar uma bandeira e nunca atingirão os seus objetivos na sociedade por não possuírem o potencial de credibilidade necessário para defender a causa, aprender resgatar animais de acordo com a minha capacidade financeira de lhes proporcionar tudo o que for necessário para seu tratamento enquanto estiver sob minha guarda, com a consciência de que ninguém tem a obrigação de me ajudar, e principalmente, pensar no amanhã.Se amanhã eu não estiver mais neste mundo o que será de meus animais?"