segunda-feira, 29 de abril de 2013

Caranguejos, lagostas e camarões

Quem começa a se conscientizar que além de cães, gatos e coelhinhos  os demais animais também sofrem muito ou mais, pois o consumo de carnes tem a aceitação da nossa sociedade, primeiro deixa de  comer as "carnes  vermelhas". Este é o senso comum. Bem, comigo foi diferente. 
Eu comia tanto frutos do mar que acabei (por excesso), desenvolvendo uma alergia. Em 1997 parei de comer qualquer bicho que venha do mar, por intolerância ao iodo. Não vou falar que tem a ver com compaixão pois eu não refletia sobre sofrimento dos animais além dos domesticados, exceto touradas e afins que sempre fui contra.  Meu processo foi inverso. Como já não comia frutos do mar, ao entrar nos grupos de proteção parei de comer primeiro o que eu mais gostava, que era carne de frango (pode?)... não sou mesmo "padrão". 
Enfim, por ultimo é que parei de comer a carne de boi (não lembro de comermos, na casa de meus pais, nenhuma carne exótica, era só o boi mesmo. O mais diferente que meu pai, e só ele comia, era carne de pato e só em restaurantes).  
Hoje em dia não como nenhum animal  e estou feliz e saudável, mas confesso que não foi fácil para mim. Este texto me impressionou quando li pela primeira vez. Acho que vocês também vão ficar pensando...Eu sempre me impressiono com o quanto não sabemos e temos que aprender.  Boa leitura! 

Recomendo - MUITO - o site abaixo:

Já havia recebido e texto por email, do Instituto É O BICHO!  em 2007.  As fotos peguei no GOOGLE.
Preparem-se para aprender e se surpreender (no caso de você não saber, claro! nem todo mundo é mal informado...)
Caranguejos, lagostas e camarões

Como são e do que precisam:

... os Caranguejos
É frequente encontrar caranguejos a correrem pela areia e a esconderem-se em buracos que cavam, deixando-nos perceber pouco acerca de como são. Estes são animais muito complexos com vidas verdadeiramente fascinantes. Segundo estudos recentes, os caranguejos são capazes de apreender conhecimentos e armazená-los, nomeadamente para poderem evitar comida que os prejudica, um comportamento altamente sofisticado que os caracteriza. Animais muito adaptáveis, os caranguejos reagem às diferentes situações em que se encontram de acordo com as informações que aprenderam com a experiência, e mantendo uma aprendizagem contínua. Os caranguejos têm pêlos muito sensíveis no corpo, que registam as vibrações causadas pelos sons do mar, à semelhança dos pêlos que os humanos têm nos ouvidos, através dos quais sentem as vibrações dos sons. Estes animais usam o bater das suas pinças para fazerem sons para atrair as suas futuras companheiras e também para servir de aviso aos outros caranguejos acerca da presença de predadores. Os caranguejos são bons vizinhos e tomam conta uns dos outros: os cientistas descobriram que, se um caranguejo macho estiver a ser atacado no seu esconderijo, o seu vizinho macho deixa o seu próprio esconderijo e vai ajudá-lo a combater o intruso. Descobriram também que dois vizinhos nunca lutam um com o outro. Este estudo revela que os caranguejos cooperam entre si e sabem reconhecer os benefícios de ter bons vizinhos. Embora haja ainda muito a estudar acerca do sistema nervoso e as respostas à dor dos caranguejos e de outros crustáceos, sabe-se pelo menos já que os caranguejos têm os sentidos muito apurados e desenvolvidos e estudos têm indicado que estes animais são capazes de sentir dor. Eles têm dois centros nervosos principais, um à frente e outro atrás – sentem dor e reagem a ela.
como a indústria alimentar os trata
Se se observar um caranguejo a ser cozido vivo, é bem evidente que este está a sentir dor, pois, à semelhança de outros animais, incluindo os humanos, tenta de todas as formas escapar. Os caranguejos, que são naturalmente territorialistas, são apanhados juntos e colocados em contentores ou caixas onde esperam pelo seu destino – assustados e confusos, muitas vezes chegam a lutar uns com os outros. Muitos partem as patas quando são apanhados de forma abrupta pelos pescadores. Uma boa parte deles morre antes de chegar aos locais de venda. O fim destes animais dá-se quando são atirados vivos para dentro de panelas de água a ferver – lutam tanto para fugir desta experiência horrível, que muitas vezes as suas pinças partem-se.


... as Lagostas
É difícil para um humano imaginar como as lagostas percebem o mundo. Por exemplo, as lagostas conseguem cheirar químicos na água com as suas antenas e conseguem sentir o sabor das coisas com os pêlos sensoriais que têm ao longo das suas pernas. Ainda assim, em muitos aspectos as lagostas não são assim tão diferentes de nós, uma vez que, tal como acontece com os humanos, têm uma infância longa e uma adolescência complicada, carregando dentro de si os seus filhos durante nove meses e chegando a viver até aos cem anos. As lagostas também estabelecem relações sociais e usam sinais para comunicarem entre si. Um estudo recente da Advocates for Animals apresenta uma série de provas científicas de que as lagostas, tal como outros animais, são capazes de experienciar dor e sofrimento. O estudo compila quinze anos de pesquisas que mostram que as lagostas respondem comportamentalmente de um modo típico da reacção à dor quando estão em situações que lhes provocam dor, e demonstram que têm processos cognitivos e mentais, tais como a aprendizagem, memória, capacidade de associação de informação e de generalização dessa informação – todos estes processos requerem que tenham capacidade cerebral para sentir dor. Este estudo expôs factos tão curiosos e importantes como o facto das lagostas conseguirem atingir um grau alto de aprendizagem por associação e conseguirem fazer distinções acerca do ambiente que as rodeia, e o facto de terem memória. Mostrou também que as lagostas exploram novos ambientes, mas não ambientes que já tenham explorado antes. Formam hierarquias sociais e conseguem lembrar-se e reconhecer indivíduos com quem tenham lutado no passado.
Como a indústria alimentar as trata
As lagostas fazem viagens de longa distância, mas, infelizmente muitas não sobrevivem ao seu pior predador – os humanos. As lagostas não recebem por parte dos humanos qualquer consideração: a apanha ou pesca das lagostas faz-se da mesma maneira que a dos caranguejos, sofrendo estes animais exactamente os mesmos males, nomeadamente o pânico e o desespero, especialmente quando são cozidas vivas, o que lhes provoca um sofrimento incalculável.

...Os Camarões
são também crustáceos muito delicados. Partilham a mesma capacidade básica para experienciar o sofrimento que outros crustáceos, como os caranguejos e as lagostas.

Agora já sabemos...