segunda-feira, 24 de setembro de 2012

GUARDA RESPONSÁVEL


Muito se fala sobre guarda responsável de animais. 
O que é isso, exatamente? 

O mesmo que cuidar de um filho que é seu dependente para sempre, embora eles também envelheçam. É ler sobre o assunto. MUITO. Se o cão for de raça, leia sobre as necessidades específicas da raça que você optou por cuidar, ou seja, esteja atento às necessidades do seu pet. Vacinar, providenciar comida de qualidade, tratamento dentário, tudo que um ser precisa para viver com dignidade. E castrar. Você jamais saberá como e onde estarão os descendentes do seu animal, que você deixou nascer neste mundo tão hostil para com eles.
Cuide, respeite, proteja, ame e nunca pegue se não puder cuidar até o fim da vida deles. Eles sofrem e são capazes de amar incondicionalmente, qualidade cada vez mais escassa no ser humano. Sempre deixe seu animal com coleira de identificação e não o leve para passear sem guia. se algo lhe acontecer, como ele ficará? Eles não falam onde moram. Tenho muito mais a dizer sobre o assunto mas o texto do Momento Espírita, abaixo, exprime o sentimento. Quer adotar? Cuide. Quer comprar? Cuide também mas veja bem de onde vem seu filhote, se não é mais uma vítima desse comércio ilegal de vidas, muito cruel.

 Boa semana, com responsabilidade. 

Os animais, nossos irmãos
  Redação do Momento Espírita. maio de 2008

        Quando nascem, despertam a atenção e o carinho dos humanos.
São engraçadinhos, frágeis, tão pequenos.
        Cãezinhos de raças diversas são requisitados pelas crianças que desejam fazer deles seu brinquedo. E assim, eles são levados para casa. Por vezes, adquiridos a alto preço,  pelo pedigree, pela pureza da raça.
        Enquanto pequenos, tudo é levado em conta, de peraltices próprias de quem está descobrindo o mundo ao seu redor. A criança o leva para todo lugar, e o cãozinho a segue, sempre fiel. Não é raro que durmam juntos e, à mesa, o animalzinho fica ao lado, aguardando os bocados que o pequerrucho lhe passa à boca.
        Brincam juntos no jardim, no interior da casa, nas piscinas.
        A criança nem sempre é suficientemente cuidadosa e por vezes, pisa na cauda do cão, puxa-lhe as orelhas, aperta-o em demasia.
        O animal solta um latido meio sufocado, dizendo da dor que sentiu, mas continua fiel, nem pensando em revidar a agressão, mesmo involuntária.
        Pulam, saltam, correm um atrás do outro, enquanto as
 horas vão somando os dias...Cresce o animal. Agora,já não é tão engraçadinho assim. 
Ele solta pêlo por todo lugar e, porque ninguém lhe ensinou o que ele podia e o que não podia fazer, é castigado porque arranhou o sofá da sala. Porque mordeu o chinelo recém comprado.
        Porque rasgou a bola, com os dentes. Ou porque as suas necessidades fisiológicas foram feitas em lugares inapropriados. A criança também cresce. Os interesses mudam.
E, um dia, o animal que vivia em uma família, rodeado por todos,
dentro de casa, gozando da confiança doméstica,
se vê colocado no quintal. Mas, como faz buracos, traz terra para o piso da garagem, 
é preso a uma coleira e uma corda. Ao menos fosse em lugar confortável. Contudo, por vezes, fica exposto ao sol, à chuva, ao vento. Preso!
        Suas pernas desejam correr, pular. Sua cauda abana a cada barulho significativo, seu bem conhecido, que os ouvidos registram: o carro chegando; a algazarra das crianças vindo da escola; o barulho da bola quicando no muro, no chão, na mão, no muro...
        Quando as luzes se acendem na casa, ele olha e fica aguardando
que alguém se lembre dele, outra vez.
        Finalmente, chega um dia em que ele é colocado no carro da família.
Vai alegre. A viagem é longa, por estradas que não acabam nunca.
Então, o veículo estaciona.
        Ele corre para fora, esperando que alguém o chame,
que corra atrás dele. Mas, logo percebe que o carro fecha as portas de novo e arranca, 
perdendo-se na poeira da estrada.
        Ele corre, tenta alcançar. Por que eles não param? Por que o esqueceram?
        Indesejável, foi abandonado.
        A partir daí, sua vida será um peregrinar pelas estradas, pelas ruas, à cata de comida, água, um lugar para morar. Cachorro sem dono.
        Não chegue perto. Ele pode morder.Não toque nele. Deve estar doente. Veja como está magro. Cachorro de ninguém. Seus dias acabarão logo mais, sob as rodas de um automóvel, ou por enfermidade ou tristeza.
                                                        * * *
        Pensemos, olhando nossos animais de estimação, como
os estamos tratando. São seres vivos: têm fome, sede. Sentem cansaço, calor, frio.
        Sobretudo precisam de afeto, de  atenção.
        Os animais estão sob a guarda e proteção dos homens.
        Assim dispôs a Lei Divina: que o homem os protegesse e amparasse.
        Não percamos de vista este dever para com nossos irmãos neste mundo, os animais.