segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A história de Vitor e Pituca


Este é o Vitor. Nem me lembro em que ano bati esta foto dele (a pedidos), numa clínica da cidade... Dele e da Vitória, uma cadelinha tão meiga quanto medrosa. Ambos eram a "cara da infelicidade", morando numa jaulinha e temiam as pessoas. No dia seguinte da minha visita, foram resgatados por Luiza, uma pessoa que se sensibilizou pela tristeza infinita deles e assumiu os custos de mantê-los numa hospedagem e,  assim, foram para uma e ficaram, até que doei os dois. Mas Vitor demorou a ser adotado. Ficou MUITO tempo além de Vitória, cuja adoção contarei outro dia, pois foi para a adotante da minha "Mimosa Mima", quando ela se tornou estrelinha. Mesmo que os cães resgatados não sejam "meus",  de tanto ve-los acabo me afeiçoando e me aflige quando demoram muito a ter um LAR, mesmo que bem cuidados...

E esta é a PITUCA. A história dela é outra. A conheci num dia que, na ida para o trabalho,  fui  abastecer o carro, num posto que NÃO costumo ir e...destino?...lá estava ela, suja, acuada, medrosa, tristinha. Conversando com o pessoal do posto, decidi que devia  tirá-la de lá pois corria sérios riscos de atropelamento. E foi o que fiz. Coloquei-a  no carro e tchau trabalho. Uma vida é sempre mais importante! Foi assim que Pituca e Vitor acabaram se conhecendo. Na ho$pedagem. E se "acharam". Dormiam juntos na mesma caminha, brincavam, viraram companheiros, sempre perto um do outro. Tiveram a sorte que muitos amigos não têm:  Foram adotados JUNTINHOS e assim permanecem até hoje! Não é gostoso isso?  As  fotos abaixo são na casa dos adotantes, um casal com muito amor no coração que, no início,  queriam só a Pituca mas se sensibilizaram com a amizade deles e pela historia do Vitor, que ninguém queria adotar, nunca, e levaram os dois. Quer dizer, eu os levei. E fiquei encantada. A foto deles correndo na grama foi assim que chegaram na casa. Um gramado. Vitor "surtou!" Ele, que passou uns dois anos em 30 metros quadrados, sem grama,  bem cuidado mas sem espaço, não parava de correr e latir. Vê-lo  livre e feliz  foi uma das alegrias que me lembro até hoje e já faz quase 2 anos. Obrigada Cláudia Machado por indicar seus tios para serem os adotantes dos lindos e pelas novas fotos do "casal".