sexta-feira, 8 de junho de 2012

MUITO frio no SUL do Brasil

Ontem escrevi sobre minha preocupação com os animais, nesse tempo gelado. Não fui a única, claro, e isso é bom. Há alguns anos eu amava o frio, acho que por causa de minha pele extremamente branca. Nunca me dei bem com o sol. Só que mudei. Depois que conheci a realidade dos animais, nunca mais consegui gostar de baixas temperaturas e posso dizer que o frio me deprime, por tudo que sei que vem com ele... Não suporto a ideia de que pode haver seres, humanos ou não, morrendo de frio. Recebi por email este lindo texto de Henrique Ortiga, o Kiko, e divulgo aqui para, como sempre, levantar questões que merecem reavaliações, conforme evoluímos e nossa consciência vai ampliando. Boa leitura e que tal uma limpeza no armário? E nada de peles de animais, por favor! Os grifos no texto são meus.


O inverno aqui no Sul não é fácil. Belas imagens, matérias nos telejornais divulgam o glamour do frio e tal, mas nem tudo é festa, beleza e alegria.Todo ano muita gente se diz preocupada com crianças, velhos, desabrigados, moradores de rua, etc, e é verdade. Mas entre essas que se dizem preocupadas, se observadas de perto poucas se mobilizam e/ou dão sua contribuição. Por outro lado, que bom que se governantes falham, grupos, organizações e anônimos estão atentos, arregaçam as mangas, fazem e não ficam só no discurso.  Graças a Deus há um pelotão deste exército pela vida que se dedica também aos animais desabrigados. Podemos considerar, ainda – se isso serve de alento para alguém - que animais de rua abandonados conseguem se virar e procurar abrigo. Um número infinitamente maior de animais sofrem no inverno aqui no Sul, mas em casa, com donos irresponsáveis que não lhes garantem o mínimo em termos de abrigo. Acorrentados ao relento não conseguem se defender do frio congelante.  Isso sem falar quando além do frio ainda temos a chuva. O chão molhado, gelado, é a condição certa para doenças respiratórias como pneumonias, etc. Portanto, acreditem, os animais de rua, que podem procurar abrigo, muitas vezes estão em melhores condições do que animas com donos, e isso independente se na favela ou em bairro nobre. O problema não está nas condições de vida do seu dono, mas no coração, na alma. E onde o ser humano é agente do que quer que seja tudo pode acontecer, inclusive e principalmente a estupidez nas suas mais estarrecedoras formas de expressão.