domingo, 22 de janeiro de 2012

"Puppy" ou Pupi Siebert Muller

A parte boa da proteção animal são as pessoas maravilhosas que encontramos e os excelentes adotantes. São eles que nos enchem de esperança para continuar, sempre. Esta semana recebi uma homenagem da Mariana Siebert, que me emocionou muito e me fez voltar no tempo, 3 anos. Divido com vocês:
                                                          De: Mariana Siebert
"O pequeno filhote e o cão mais velho estavam deitados à sombra, sobre a grama verde, observando os reencontros. Às vezes um homem, às vezes uma mulher, às vezes uma família inteira se aproximava da Ponte do Arco-Íris, era recebida por seus animais de estimação com muita festa e eles cruzavam juntos a ponte.

De repente houve um grande tumulto na ponte e O filhotinho cutucou o cão mais velho: "Olha lá! Tem alguma coisa maravilhosa acontecendo!" O cão mais velho se levantou e
latiu: "Rápido! Vamos até a entrada da ponte!"

"Mas aquele não é o meu dono", choramingou o filhotinho; mas ele obedeceu. Milhares de animais de estimação correram em direção àquela pessoa vestida de branco que caminhava em direção à ponte. Conforme aquela pessoa iluminada passava por cada animal, o animal fazia uma reverência com a cabeça em sinal de amor e respeito. A pessoa finalmente aproximou-se da ponte, onde foi recebida por uma multidão de animais que lhe faziam muita festa. Juntos, eles atravessaram a ponte e desapareceram.

O filhotinho ainda estava atônito: "Aquilo era um anjo?", perguntou baixinho. "Não, filho", respondeu o cão mais velho. "Aquilo era mais do que um anjo. Era uma protetora de animais que passou seu tempo na terra salvando vidas e olhando por nós...". (Autor Desconhecido)

Agradecimento especial à
Annita Petry, que foi o anjo da minha Pupi. Essa era a Pupi, depois da primeira adoção mal sucedida.
   Depois de tratamento e muito amor, ela melhorou pra sempre. Amo muito minha gorda! E agradeço ao anjo ruivo que resgatou ela e todos seus irmãos. 

Linda homenagem, né? Mas vamos aos fatos e as fotos são todas da mesma ninhada.

2009  foi, provavelmente, o ano que me descontrolei nos reagates,  e que culminou em 2 mordidas, muito sérias, que me obrigaram a dar uma parada e repensar minha atuação. Coisa que todos devemos fazer para manter uma vida saudável. Em janeiro eu estava com a casa lotada de animais. Como estava na casa de praia, podia ajudar muitos, pensava eu, e ia pegando cães pela ilha, e ajudando amigos, sem saber minhas reais capacidades. Se hoje tenho meus limites, provavelmente foi em 2009 que comecei a defini-los. Neste mesmo período conturbado "apareceu" uma ninhada no meu local de trabalho. Para quem ligaram? Para mim, mesmo estando de férias. Lá trabalham mais de 2.000 pessoas - Centro Administrativo do Estado... Isso que eu já havia retirado muitos de lá...Impressionante. E triste. Muito triste.

Uma amiga minha que trabalha lá bateu fotos para eu ve-los e pedir ajuda. Ela deu água e ração. O dia seguinte era uma sexta feira e o medo deles "sumirem" era assustador, e quem iria cuidar? Como eu estava impossibilitada de dirigir, uma colega fez o favor de ir lá com seu namorado e trouxe TODOS para minha casa. Eram 5 filhotes; e seriam porte médio/grande. Todos com carrapatos, pulgas, sujos, famintos...o jeito foi arrumar, dentro de casa um lugarzinho, ja que os 2 pátios estavam lotados. Limpá-los foi a primeira providência. Sorte que minha filha, Camila, estava aqui de férias e me ajudou a tirar os carrapatos. Muitos pelo corpo mas mais, dentro das orelhas! 


Estando com eles a salvo, pedi ajuda para lares de apoio,  por email.  Gracinha Ramos Arruda ficou com 2 machinhos para cuidar, que depois passaram a ser responsabilidade de Luiz Paulo Martini Santos que trabalhava no mesmo local que eu (ele também ajudava a cuidar dos cães de lá. Foi assim que nos conhecemos). Fiquei com as 3 fêmeas e, depois de 2 semanas, a protetora Lilian Keli pegou esta mocinha para cuidar e doar. Todos tinham fungos.


Eu fiquei com Puppy e Linda. Mais tarde uma moça se ofereceu para cuidar até doar e depois de uma semana quis adotar. Fiquei feliz. Só que o marido dela não gostou e depois de 1 mes ela me liga,  chorando, que ele as estava maltrando (?). Vou omitir o nome pois ela tem boa vontade mas, definitivamente, nao teve condições de cuidar. Uma tarde levou as 2 para meu apto, de volta, para eu doar novamente. Fiquei chocada com o estado delas! Os fungos não curaram e aumentaram. Elas estavam magras, estressadas e com sarna. Foram para meu apto e as tratei. Doei primeiro a Linda e depois resgatei outros  2 cães em estado crítico e urgente. Tudo é urgente em se tratando de vidas. Mas eu tive a sorte grande: a Mariana Siebert se ofereceu para ser Lar de apoio. Eu com 3 no apto para doar, fora os meus. Perguntei à ela: um filhotinho sapeca, lindo  e perfeito ou uma cadela calma e maravilhosa mas ainda tratando da pele? Ela optou pela Puppy e continuou o tratamento, que a curou, dando exatamente o que faltou para  ela: AMOR. Agradeço as pessoas que puderam ajudar neste caso. Quem acompanhou de perto sabe como eu fiquei mal ao ve-las de volta, naquele estado. E  medrosas. Pobres anjos. Duas fotos das irmãs, que viviam juntas. Foi uma pena separá-las mas a Linda era muito dominante e talvez tenha sido melhor para a Puppy.
                                                 Muito chiques.DNA?
 Abaixo fotos da PUPI na casa de Mariana Siebert. Nem preciso dizer que Mariana
 deixou de ser Lar de Apoio para virar adotante e a Pupi não poderia estar melhor. 
Curada de tudo, bem cuidada e feliz. Obrigada Mariana!





             Mariana hoje tem todos estes, lindos! Nina e Seu Jorge se juntaram a turma. Pupi foi para o Lar de Apoio em 30/05/2009 e seu termo de adoção foi assinado em 24/07, dois meses depois. Felicidades para a família!


Com tempo e calma vou relatando a história de cada cãozinho resgatado, para que possam  conhecer a realidade e para que entendam,  de uma vez por todas: eles contam com quem os vê e precisam de socorro IMEDIATO.  Nem sempre podemos resgatar,  e daí?