quinta-feira, 21 de julho de 2011

REGRA NÚMERO 1 DA PROTEÇÃO ANIMAL

Todo dia novas pessoas entram na Proteção Animal (que bom!) e ajudam bastante nos resgates dos animais que ainda são MUITOS pois se repruduzem 100 vezes mais que nós, humanos. Muita gente faz um trabalho lindo fora das redes sociais também e isso é ótimo! Só acredito que deveríamos ter os mesmos procedimentos e rigor na adoção (DOAR COM TERMO DE RESPONSABILIDADE e, de preferência, castrados), pelo bem dos nossos anjos com asas nas orelhas. Quantos se perderam antes de serem castrados e se somam aos abandonados? Hoje evoluímos MUITO com as divulgações! Que os novos protetores sejam bem vindos e que nos ensinem também. Este texto da Jane deveria ser lido por todos e divulgado! Obrigada por divulgar!


Quem doa animais tem que SE COMPROMETER COM A CASTRAÇÃO do animal doado, porque não adiantará nada salvar a vida de um bichinho se depois ele vai gerar milhares, que ficarão abandonados.
Tem que ser tarefa DE QUEM DOA providenciar a castração, seja através da prefeitura, seja em clinicas com preços sociais. Se o adotante puder pagar, ótimo. Agende você mesmo a castração em uma clínica que faz a preço social e acompanhe o caso.
Falo isso por experiência de quem já doou muitos animais.

Mesmo quem tem condições financeiras, dificilmente leva, espontaneamente, o animal para ser castrado. E os motivos são diversos: “pãodurice”; acham que é desnecessário; que o vão ter para quem dar os filhotes; que adotou macho e não precisa castrar etc.

Hoje em dia há veterinários especialistas em castração que realizam a cirurgia em filhotes, tanto de cães como de gatos, a partir de 2 meses de idade. JÁ DOE CASTRADO, pois caso o adotante não seja exatamente tudo o que você esperava para o animalzinho que você doou e se desfaça dele ou o abandone, pelo menos ele não ficará nas ruas procriando e tem mais chances de sobreviver.

Caso você doe uma animal ainda bebê, que não pôde ser castrado, deixe expresso no Termo de Adoção que o adotante é OBRIGADO a entregar o animal para ser castrado, gratuitamente, 1 mês ou 2 meses depois.

Já desfiz adoção de animal, porque o adotante não queria que o animal fosse castrado. Isso ocorre muito em relação aos cães machos, pois os donos, desinformados, acham o cão castrado não será bravo suficiente, não fará guarda.

Quem já viu, como eu, machos atropelados, machucados por briga, queimados com água fervendo, envenenados e até empalados, porque entraram num quintal alheio para namorar com uma cachorrinha no cio, sabe como é importante a castração, TAMBÉM, DOS MACHOS.

Insisto: se o animal tiver mais de 2 meses, SÓ O DOE DEPOIS DE CASTRADO, mesmo macho, porque o adotante pode ter uma fêmea não-castrada..

NÃO ESPEREM QUE OS ADOTANTES CASTREM, porque a maioria NÃO VAI FAZER ISSO. É mais cômodo jogar fora a cachorrinha ou gatinha que adotaram, junto com a ninhada que deixarem nascer, e adotar outro, afinal, há excesso de animais procurando um lar. É comum ficarem com um machinho da ninhada e abandonarem a mãe (que foi adotada e o doador não castrou) junto com restante da ninhada.

Tenha cuidado redobrado se o animal doado tiver raça. NÃO CONFIE, mesmo que conheça o adotante, de que ele irá entregar o animal de raça para castrar. Já vi caso de um protetor que doou uma cadelinha de raça, sem castrar, para um veterinário. Hoje em dia essa cadelinha virou matriz e o “adotante” virou explorador da raça, tirando cria do animal adotado para vender. Se quem o doou tivesse castrado, isso não aconteceria.
Na minha opinião, esta deve ser a REGRA Nº 1 DOS PROTETORES.  
Jane Maschio